A CEIA DO SENHOR

A Santa Ceia foi instituída pelo próprio Senhor Jesus Cristo, conforme o relato de I coríntios 11. 23-26. Observando a expressão “fazei isso” percebemos que se trata de uma ordem de Jesus. Isso fica mais evidente ainda, quando ele diz: “todas as vezes que...”, mostrando que este ato deveria ser parte de nossa prática cristã.

A Ceia do Senhor é composta do Pão e do Suco de uva (vinho). Constitui um símbolo que expressa a nossa participação da natureza divina do nosso Senhor Jesus Cristo (II Pedro 1.4); uma memória de seus sofrimentos e de sua morte (I Coríntios 11.26); e a profecia de sua Segunda vinda.  Todo crente em Jesus deve participar da Ceia, até que o Senhor venha.

Para nós, a Ceia tomou o lugar da Páscoa do Antigo Testamento; “Por que Cristo é a nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” (I Coríntios 5.7). Jesus ordenou que participássemos mais frequentemente da Ceia do Senhor, até Sua Segunda vinda.

Um memorial

A Ceia do Senhor é um momento de recordação do que Ele fez por nós a morrer na cruz para remissão dos nossos pecados. Quando a celebramos, estamos anunciando a morte do Senhor Jesus, até que Ele volte.

Um ritual de aliança

Quando Jesus instituiu exatamente o pão e o vinho como elementos da Santa Ceia Ele sabia muito bem o que estava fazendo, pois para os judeus, o pão e o vinho faziam parte de um ritual de aliança de sangue; o mais alto nível de aliança a que alguém poderia se submeter.

Ao contrair uma aliança desse nível, as duas partes estavam declarando que misturavam suas vidas e tudo o que era de um, passava a ser de outro e vice versa; por isso Jesus declarou na ceia que o cálice era a aliança NO SEU SANGUE, estabelecendo com isso, na ceia, um ritual de aliança.

Em Gênesis 14.18, vemos Abraão encontrando-se com Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, o qual levou pão e vinho e o abençoou. O que era isso? Era um ritual de aliança. Quando ceamos, estamos reconhecendo que realmente estamos aliançados com Cristo, e que nossas vidas estão misturadas, fundidas uma na outra (I Coríntios 6.17).  Jesus deixou bem claro aos que o seguiam que não bastava apenas simpatizar com ele ou segui-lo pelos Milagres que operava, mas que era necessário aliança; e aliança no mais alto nível que eles conheciam; a Aliança de Sangue. Muitos não compreendem isto por não conhecer os costumes da época, mas este tipo de aliança que Jesus se referia ao proferir estas palavras, em João 6.53-56.

Um tempo de comunhão

No tempo apostólico as ceias eram também chamadas de “ágapes” (ou festas de amor Judas 12), o que reflete parte do seu propósito. As ênfases na expressão “corpo” que encontramos no ensino bíblico da ceia reflete esta visão de unidade e comunhão. A mesa é lugar de comunhão em praticamente todas as culturas e épocas e a mesa do Senhor não deixa de ter também esta característica.

Um ato de consequências espirituais

Na primeira epístola de Paulo aos Coríntios, fica claro que a Ceia do Senhor  tem consequências espirituais; ela será sempre um momento de bênção ou de maldição para os que dela participam.

Bênção: a Ceia do Senhor traz bênçãos espirituais sobre aqueles que dela participam (I Coríntios 10.16). A obra Redentora de Jesus nos proporcionou cura física, e na Ceia do Senhor é um momento onde podemos provar a bênção da saúde e da cura (Isaías 53. 4,5).

Maldição: a Bíblia não usa especificamente esta palavra, mas mostra que a maldição pode vir como um juízo de Deus para quem desonra a Ceia do Senhor (I Coríntios 11.27-32).

Para muitas pessoas, a Ceia é algo que as amedronta; preferem não participar dela quando não se sentem dignas, para não serem julgadas.  Mas veja que a Bíblia não nos manda deixar de tomar,  e  sim fazer o autoexame antes, pois se houver necessidade de acerto devemos fazer o mais depressa possível (I João 1.9).

Deixar de participar da mesa do Senhor é desonra também! Devemos ansiar pelo momento em que dela participaremos, e não evita-la.

Quem participa?

A Ceia como ritual de aliança que é, destina-se, portanto, aos que já se encontram em aliança com Cristo, ou seja, aos que já nasceram de novo e estão em plena comunhão com Deus.

Os critérios básicos são: estar aliançado com Cristo, e com vida espiritual em ordem.

Jesus tomou sua Última Ceia com seus discípulos pouco antes de sua morte na cruz (Mateus 26.26-30). Ele partiu o pão e deu para Seus discípulos, como um símbolo do seu corpo que seria sacrificado por eles.

Devemos tomar a Ceia frequentemente, em memória de Jesus e devemos obedecer Seus mandamentos em amor.

Comer o pão e beber o cálice não salva. Somos salvos pela graça, mediante a fé (Efésios 2.8,9); mas a Ceia é um momento ímpar, onde podemos desfrutar da intimidade do Senhor; quando somos convidados por Ele a assentarmos à Sua mesa e, não somente comer com Ele, mas comer d’Ele, o Pão da Vida; e bebemos d’Ele: da água da vida; do vinho da alegria; do sangue da nova e eterna aliança, que nos lava, limpa, purifica, cura, restaura, cobre e protege; que nos sela para Ele. Ah! Que privilégio! Que graça! Que maravilhoso é poder compartilhar da mesa do Senhor.

Valorize este momento, pois é um dos mais sublimes. Anseie por ele, espere por ele e, participe dele com alegria; para por sua salvação e por que Ele breve voltará.

“Certamente cedo venho, diz o Senhor” (Apocalipse 22.20).